O Canadá diz ter tido uma reunião positiva com os Estados Unidos sobre comércio livre, numa fase decisiva para o futuro das relações económicas entre os dois países.
Dominic LeBlanc reuniu-se esta terça-feira, em Washington, com o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, no contexto da revisão do acordo comercial entre Canadá, Estados Unidos e México, conhecido no Canadá como CUSMA e nos Estados Unidos como USMCA.
Em vigor desde 1 de julho de 2020, o acordo substituiu o antigo NAFTA e define as principais regras de comércio entre os três países, incluindo tarifas, regras de origem, acesso a mercados e cadeias de produção norte-americanas.
LeBlanc esteve acompanhado por Janice Charette, principal negociadora comercial do Canadá. Segundo o ministro, Ottawa apresentou várias propostas para responder a preocupações antigas dos Estados Unidos e manter o processo negocial em andamento.
O Canadá defende a renovação do acordo por mais 16 anos e já comunicou essa posição aos Estados Unidos e ao México. O pacto comercial deverá ser revisto numa altura em que os três países procuram definir o futuro da cooperação económica norte-americana.
Apesar do tom positivo, ainda não há acordo fechado. LeBlanc reconheceu que há trabalho por fazer e que as conversações formais ainda não avançaram plenamente.
Entre os temas em discussão estão tarifas setoriais aplicadas pelos Estados Unidos, incluindo sobre aço, alumínio e automóveis. Ottawa pretende reduzir essas barreiras e preservar o acesso preferencial ao mercado norte-americano.
O comércio com os Estados Unidos é essencial para a economia canadiana. Os dois países mantêm cadeias de produção fortemente integradas, em particular nos setores automóvel, energético, industrial e agrícola.
A revisão do CUSMA surge num contexto de incerteza económica e pressão sobre empresas exportadoras canadianas. Para Ottawa, a estabilidade do acordo é vista como uma prioridade para proteger trabalhadores, investimento e competitividade.






